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domingo, 2 de junho de 2013

O QUE É LEPTOSPIROSE?

No Brasil, são dois os principais tipos de bactérias que provocam a doença

Até as próximas chuvas, cães podem ser protegidos contra leptospirose. A proteção ideal: vacinação contra as principais bactérias que causam a doença.

Tais bactérias são chamadas de leptospiras. Apesar de haver mais de 200 variantes delas, apenas duas são as que mais infectam os cães – L. icterohaemorrhagiae e L. canicola, ambas típicas das áreas urbanas. “Na zona rural ou no entorno de reservas florestais, outras variantes sorológicas das leptospiras podem infectar o cão, porém não há vacina para elas”, afirma a veterinária Mitika Hagiwara, professora titular do Departamento de Clínica Médica da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (USP). “Infecção pelas bactérias gripotyphosa ou pomona, para as quais existe uma vacina comercial, é pouco freqüente no meio urbano”, alerta a professora.

As leptospiras são eliminadas para o ambiente pela urina de seus hospedeiros, como ratos urbanos, roedores silvestres e outros mamíferos domésticos ou silvestres. O homem e o cão se contaminam quando entram em contato com urina ou água infectada. Por isso, os donos de cães devem evitar contato do animal com águas paradas, locais úmidos à beira de córregos, ou sempre sombreados, e com acúmulo de detritos.

“A excessiva promiscuidade entre cães também pode resultar na transmissão da leptospira se um dos animais estiver contaminado”, lembrando que “a prevenção da doença é feita pela imunização”.

Apesar de a estação das chuvas expor o animal a maior risco de contrair leptospirose, a disseminação das leptospiras no ambiente ocorre durante o ano todo. “O cão pode adquirir a infecção em qualquer época, se as condições ambientais forem precárias.”

O principal sintoma da leptospirose é icterícia, um sinal de comprometimento do fígado. “O cão doente pode apresentar febre na fase inicial, depressão, diarréia, vômito, desidratação, ulcerações na boca e necrose de língua, dependendo da bactéria que o infectou”.

A professora explica que se o animal adquire leptospirose, há tratamento com boas chances de sobrevivência. “Mas, em alguns casos, apesar da aparente recuperação do animal, existe a possibilidade da manutenção da leptospira no rim por meses, o que pode resultar em insuficiência renal crônica no futuro.” Por isso, é melhor prevenir a doença com vacinação do que tratá-la depois de instalada.

A primeira vacinação do cão contra leptospirose deve ser feita em três doses com 3 a 4 semanas de intervalo entre cada aplicação. Os reforços devem ser anuais em dose única. 

Dica:a melhor maneira de prevenção é a vacinação.